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Salão Parceiro

Comissão ou cota-parte? Por que confundir os dois pode custar caro

Entenda a diferença entre comissão e cota-parte no salão parceiro, por que confundir os termos pode gerar risco jurídico, financeiro e operacional, e como organizar repasses corretamente.

12/06/20261 min de leituraSalão Parceiro
Capa do post Comissão ou cota-parte? Por que confundir os dois pode custar caro

Comissão ou cota-parte? Por que confundir os dois pode custar caro

Em salão de beleza, muita gente usa “comissão” e “cota-parte” como se fossem a mesma coisa.

Não são.

E essa confusão pode sair cara.

No modelo de salão parceiro, a relação entre salão-parceiro e profissional-parceiro tem uma lógica própria. A divisão dos valores não deve ser tratada automaticamente como comissão de empregado. O termo mais adequado dentro desse modelo é cota-parte, porque a parceria envolve repartição de valores conforme contrato, com responsabilidades específicas para cada lado.

Parece detalhe? Não é.

Quando o salão chama o profissional parceiro de “funcionário”, trata o repasse como “comissão”, controla a rotina como chefe, não formaliza contrato corretamente e mistura tudo no financeiro, ele cria um cenário perigoso: uma parceria que, na prática, pode parecer relação de emprego disfarçada.

Neste artigo, você vai entender a diferença entre comissão e cota-parte, por que essa distinção importa, quais riscos aparecem quando o salão confunde os conceitos e como a Kontaê ajuda a organizar contrato, repasses, recebimentos, evidências e gestão financeira no modelo de salão parceiro.

O que é comissão no salão de beleza?

Comissão, no uso comum do mercado, costuma ser uma forma de remuneração variável ligada a venda, produção ou atendimento.

Em muitos salões, o termo é usado de forma ampla para dizer que o profissional recebe um percentual sobre o serviço realizado.

Exemplo:

“A manicure ganha 50% de comissão.”

“O cabeleireiro trabalha com comissão.”

“A lash designer recebe comissão por atendimento.”

O problema é que, dependendo do contexto, comissão pode estar associada à lógica de remuneração de empregado, vendedor, colaborador ou prestador remunerado por produção.

Isso não significa que a palavra “comissão” esteja proibida em qualquer conversa informal. O problema é usar esse termo como base da operação jurídica e financeira do salão parceiro.

No modelo de parceria, o ponto central não é pagar comissão como se o profissional fosse empregado. O ponto é dividir valores por cota-parte, conforme contrato de parceria.

Essa diferença muda a forma de pensar contrato, financeiro, repasse, documentos e evidências.

O que é cota-parte no salão parceiro?

Cota-parte é a divisão dos valores entre salão-parceiro e profissional-parceiro, conforme definido no contrato de parceria.

Em português direto: é a parte que cabe a cada um.

O salão fica com uma parte porque oferece estrutura, gestão, apoio administrativo, cobrança, recebimentos, ambiente, utensílios ou outros elementos previstos na operação. O profissional parceiro fica com sua parte pela prestação do serviço de beleza.

Exemplo simples:

Serviço Valor pago pelo cliente Cota-parte do salão Cota-parte do profissional
Corte feminino R$ 120 R$ 48 R$ 72
Barba R$ 60 R$ 24 R$ 36
Alongamento de unhas R$ 180 R$ 72 R$ 108
Limpeza de pele R$ 200 R$ 80 R$ 120

Neste exemplo, a divisão é meramente ilustrativa. O percentual real deve estar previsto em contrato e pode variar conforme serviço, estrutura, uso de produtos, modelo comercial e acordo entre as partes.

O ponto é: no salão parceiro, o valor destinado ao profissional não deve ser tratado como uma simples comissão solta. Ele é a cota-parte do profissional dentro da parceria.

Comissão vs cota-parte salão: qual é a diferença prática?

A diferença está na natureza da relação.

Critério Comissão Cota-parte no salão parceiro
Lógica comum Remuneração variável por venda ou produção Divisão de valores entre salão-parceiro e profissional-parceiro
Relação associada Pode aparecer em relação de emprego ou prestação comum Aparece no contrato de parceria do salão parceiro
Base operacional Percentual pago ao profissional Repartição contratual dos valores da parceria
Risco de confusão Pode reforçar leitura de vínculo se usada de forma errada Ajuda a manter coerência com o modelo de parceria
Registro ideal Folha, recibo ou controle conforme o tipo de relação Contrato, recebimento, cota-parte, repasse e evidência
Linguagem recomendada no salão parceiro Evitar como termo principal Usar como termo central da operação

A comissão olha para o profissional como alguém que recebe uma remuneração variável.

A cota-parte olha para a relação como uma parceria com divisão de valores.

Essa distinção importa porque, no salão parceiro, a forma de falar precisa combinar com a forma de operar.

Se o salão diz que tem parceria, mas trata tudo como comissão de funcionário, alguma coisa está errada.

Por que confundir comissão e cota-parte pode custar caro?

Porque a confusão não fica só na linguagem.

Ela pode afetar contrato, repasse, tributação, controle financeiro, percepção do profissional e leitura jurídica da relação.

Na prática, chamar cota-parte de comissão pode contribuir para alguns problemas:

  • reforçar a ideia de relação de emprego;
  • criar dúvida sobre a natureza do pagamento;
  • enfraquecer a coerência do contrato de parceria;
  • misturar financeiro do salão com valores do profissional;
  • dificultar a separação entre receita bruta e valor efetivo do salão;
  • gerar conflito sobre repasse;
  • atrapalhar a organização fiscal e contábil;
  • criar evidências ruins contra a própria operação.

A palavra sozinha não define tudo. Mas palavra errada, contrato fraco e prática desalinhada formam um trio bem indigesto.

É o tipo de economia de atenção que vira custo depois.

O risco jurídico: quando a parceria parece emprego

O contrato de parceria entre salão e profissional é válido quando representa uma relação real de parceria.

Mas se o contrato for usado para mascarar uma relação de emprego, ele pode ser questionado.

É aqui que a confusão entre comissão e cota-parte entra como sinal de alerta.

Imagine este cenário:

  • o salão chama o profissional de funcionário;
  • controla horários como empregador;
  • impõe subordinação direta;
  • paga “comissão” como remuneração;
  • não dá autonomia compatível com parceria;
  • não organiza contrato corretamente;
  • não separa cota-parte e repasse;
  • não mantém evidências da relação de parceria.

Nesse caso, o problema não é apenas o termo comissão. É o conjunto da obra.

Mas o termo ajuda a revelar a mentalidade da operação.

Se tudo parece emprego, funciona como emprego e é chamado como emprego, o contrato escrito dizendo “parceria” pode não sustentar a realidade.

O risco financeiro: achar que todo dinheiro que entra é receita do salão

Outro erro grave é tratar a receita bruta como se fosse dinheiro do salão.

No salão parceiro, o salão pode centralizar recebimentos. Mas parte dos valores pertence ao profissional parceiro.

Exemplo:

Item Valor
Total recebido de clientes no mês R$ 50.000
Cota-parte dos profissionais R$ 30.000
Cota-parte do salão R$ 20.000

Se o dono olha apenas para os R$ 50.000, pode achar que o salão está com muito dinheiro.

Mas a parte econômica do salão, antes de despesas, é R$ 20.000.

Os R$ 30.000 destinados aos profissionais não deveriam ser tratados como lucro do salão.

Quando o salão chama tudo de comissão, pode acabar reforçando uma visão errada: “eu faturarei tudo e depois pago comissão”.

No modelo de cota-parte, a leitura correta é diferente: “o valor recebido precisa ser repartido conforme o contrato, separando a parte do salão e a parte do profissional parceiro”.

Essa diferença muda completamente a gestão financeira.

O risco operacional: repasse sem regra clara

Repasse salão parceiro precisa ser claro.

Quando o salão trata cota-parte como comissão genérica, surgem perguntas sem resposta:

  • o percentual incide sobre valor bruto ou líquido?
  • taxa de cartão entra antes ou depois da divisão?
  • desconto promocional reduz a base?
  • produtos usados entram no cálculo?
  • pacote vendido antecipadamente é repassado quando?
  • estorno afeta qual fechamento?
  • o profissional recebe demonstrativo?
  • o contrato explica a regra?

Se essas perguntas não estão respondidas, o repasse vira terreno fértil para conflito.

E conflito de repasse tem uma característica irritante: mesmo quando o salão está certo, se não consegue demonstrar o cálculo, parece errado.

Por isso, a Kontaê organiza a gestão de cota-parte, o controle de repasses e a centralização operacional de recebimentos em uma lógica conectada. O objetivo é reduzir cálculo solto, memória seletiva e planilha Frankenstein.

O risco fiscal: misturar cota-parte com receita própria

A cota-parte também tem impacto na leitura fiscal e contábil da operação.

No modelo de salão parceiro, é essencial separar corretamente:

  • valor total recebido do cliente;
  • cota-parte do salão;
  • cota-parte do profissional parceiro;
  • valores de recolhimentos aplicáveis;
  • repasses efetuados;
  • documentos fiscais e registros da operação.

Essa separação deve ser acompanhada com apoio contábil, porque pode envolver regime tributário, emissão de nota, município, enquadramento, retenções e obrigações específicas.

A plataforma ajuda a organizar os dados. A orientação contábil ajuda a interpretar corretamente a obrigação.

O erro é jogar tudo como “receita do salão” e depois tentar explicar no fim do mês.

Spoiler: não fica bonito.

Cota-parte ou comissão salão parceiro: qual termo usar?

No contexto do salão parceiro, use cota-parte.

Esse termo conversa melhor com a lógica da Lei do Salão Parceiro e com a divisão contratual dos valores entre salão e profissional.

Na prática, prefira:

Evite como termo principal Use no salão parceiro
Comissão da manicure Cota-parte da profissional parceira
Comissão do cabeleireiro Cota-parte do profissional parceiro
Pagar comissão Realizar repasse da cota-parte
Funcionário com comissão Profissional parceiro com cota-parte
Comissão do serviço Divisão da cota-parte do atendimento

Isso não é frescura semântica.

É alinhamento operacional.

Se você quer operar como salão parceiro, fale como salão parceiro, contrate como salão parceiro, registre como salão parceiro e repasse como salão parceiro.

Como definir a cota-parte corretamente?

A cota-parte precisa estar prevista em contrato e ser compatível com a operação real.

Para definir bem, o salão deve observar:

  • quais serviços serão prestados;
  • quais profissionais atuarão como parceiros;
  • quais percentuais serão aplicados;
  • se haverá regra diferente por serviço;
  • quem fornece produtos;
  • quem arca com materiais;
  • como serão tratadas taxas;
  • como serão tratados descontos;
  • qual será a periodicidade do repasse;
  • como serão guardados comprovantes;
  • como o profissional poderá conferir os valores.

Exemplo de estrutura:

Serviço Valor Cota-parte salão Cota-parte profissional Observação
Corte R$ 100 40% 60% Sem produto relevante
Coloração R$ 300 45% 55% Produto fornecido pelo salão
Alongamento de unhas R$ 180 35% 65% Insumos da profissional
Limpeza de pele R$ 220 50% 50% Uso de maca e produtos do salão

Os números acima são apenas exemplos. A regra real deve ser definida conforme contrato, custos, estratégia e orientação adequada.

O importante é que o salão não defina a cota-parte no improviso.

Como organizar o repasse salão parceiro?

O repasse deve seguir um processo claro.

Uma rotina mínima pode funcionar assim:

  1. registrar o atendimento;
  2. vincular o atendimento ao profissional;
  3. vincular o atendimento ao serviço;
  4. registrar o valor recebido;
  5. aplicar a regra de cota-parte;
  6. considerar taxas e ajustes previstos;
  7. calcular o valor a repassar;
  8. registrar o pagamento;
  9. guardar comprovante;
  10. manter histórico acessível.

Na Kontaê, esse fluxo se conecta com agenda profissional, cadastro de serviços, gestão de cota-parte, centralização de recebimentos e controle de repasses.

Isso ajuda o salão a sair do “deu tanto aqui” para um demonstrativo mais claro.

E demonstrativo claro evita aquela reunião de fechamento com clima de acareação.

O que deve aparecer no contrato sobre cota-parte?

O contrato de parceria precisa tratar a cota-parte com precisão.

Pontos importantes:

Tema O que definir
Percentual do salão Quanto será retido pelo salão-parceiro
Percentual do profissional Quanto pertence ao profissional-parceiro
Base de cálculo Se a divisão será sobre valor bruto, líquido ou outra base definida
Serviços diferentes Se haverá cota-parte diferente por serviço
Produtos e materiais Quem fornece e como custos serão tratados
Taxas financeiras Como cartão, meios de pagamento e descontos serão considerados
Periodicidade Quando os repasses serão feitos
Comprovantes Como os pagamentos serão registrados
Contestação Como divergências serão analisadas
Encerramento Como repasses pendentes serão quitados no fim da relação

Contrato que diz apenas “o profissional receberá X%” pode ser insuficiente.

O percentual é só o começo da conversa.

Como a Kontaê ajuda a evitar confusão entre comissão e cota-parte

A Kontaê ajuda salões a tratarem o modelo de parceria com mais clareza operacional.

Veja como os recursos se conectam ao tema:

Funcionalidade da Kontaê Como ajuda na prática
Contrato salão-profissional parceiro Formaliza a relação usando a lógica de parceria, não de comissão solta
Gestão de cota-parte Define e acompanha a divisão de valores entre salão e profissional
Controle de repasses Mostra valores a repassar, valores pagos e pendências
Centralização operacional de recebimentos Ajuda a separar o que entrou, o que é do salão e o que pertence ao profissional
Agenda profissional Conecta atendimento, serviço, profissional e valor gerado
Cadastro de serviços Organiza valores, duração e regras que impactam a cota-parte
Dashboard financeiro Mostra números do salão com mais clareza, sem depender apenas de caixa bruto
Categorias financeiras Ajuda a separar receitas, despesas, repasses, taxas e custos
Relatório mensal de receitas Consolida informações para análise e apoio contábil
Evidências operacionais Registra contratos, comprovantes, repasses e histórico de decisões
Histórico de contratos, repasses e vínculos Mantém uma linha do tempo da relação com o profissional parceiro
Governança de acessos Controla quem pode visualizar ou alterar dados financeiros sensíveis
Alertas Ajuda a acompanhar pendências e pontos que exigem atenção

O principal benefício é tirar o salão da linguagem improvisada e levar para uma operação documentada.

Não basta saber que alguém tem “60%”. É preciso saber 60% de quê, em qual serviço, com qual regra, em qual contrato, em qual data, com qual comprovante e com qual histórico.

Exemplo prático: quando chamar de comissão distorce a operação

Imagine um salão com uma manicure parceira.

O combinado real é:

  • a cliente paga R$ 100 pelo serviço;
  • a profissional parceira tem direito a 60%;
  • o salão fica com 40%;
  • o pagamento entra no caixa do salão;
  • o repasse acontece semanalmente.

Se o salão registra isso como “comissão da manicure”, pode criar uma leitura de que o salão faturou R$ 100 e pagou R$ 60 como comissão.

Mas, na lógica da parceria, o mais adequado é registrar que houve uma divisão de cota-parte:

Item Valor
Valor recebido da cliente R$ 100
Cota-parte do salão R$ 40
Cota-parte da profissional parceira R$ 60
Repasse devido à profissional R$ 60

Percebe a diferença?

No primeiro raciocínio, parece que todo valor é do salão e a profissional recebe uma remuneração.

No segundo, fica claro que o valor foi repartido conforme a parceria.

Essa diferença ajuda no contrato, no financeiro, no contador e na própria conversa com a profissional.

E quando o profissional é MEI?

Muitos profissionais parceiros atuam como MEI.

Isso é comum entre manicures, cabeleireiros, barbeiros, lash designers, designers de sobrancelha, maquiadoras, depiladoras, esteticistas e outros profissionais da beleza.

Mas ser MEI não resolve tudo sozinho.

O profissional precisa manter sua própria organização:

  • CNPJ ativo;
  • atividade compatível;
  • pagamento mensal do DAS;
  • controle de receitas;
  • acompanhamento do limite MEI;
  • relatório mensal;
  • documentos básicos;
  • organização fiscal mínima.

A Kontaê também apoia o MEI parceiro com agenda profissional, cadastro de clientes, cadastro de serviços, controle de receitas e despesas, alertas de DAS, acompanhamento do limite MEI, relatório mensal de receitas e organização fiscal.

Isso é importante porque a parceria fica mais saudável quando o salão e o profissional entendem seus números.

O MEI parceiro não deve depender apenas do salão para saber quanto ganhou.

E quando é aluguel de cadeira, maca ou sala?

Aluguel de cadeira, maca, sala ou cabine é outra coisa.

Pode até existir dentro do mesmo salão, mas não deve ser confundido automaticamente com cota-parte de salão parceiro.

No aluguel de espaço, a lógica pode ser:

  • valor fixo pelo uso;
  • percentual sobre faturamento gerado no espaço;
  • cobrança por período;
  • itens inclusos;
  • custos extras;
  • contrato de aluguel;
  • distrato por encerramento antecipado.

Exemplo:

Modelo Como funciona
Valor fixo A profissional paga R$ 900 por mês para usar uma cadeira
Percentual A profissional paga 30% do que faturar no espaço
Por período A profissional usa uma maca duas vezes por semana e paga valor proporcional
Com itens inclusos Água, energia, recepção e toalhas podem estar incluídos
Com custos extras Produtos, descartáveis ou equipamentos específicos podem ser cobrados à parte

A Kontaê permite cadastrar espaços, gerenciar aluguel de cadeira, maca, sala ou cabine, definir cobrança por valor fixo ou percentual, registrar itens inclusos, controlar custos extras, formalizar contrato de aluguel e registrar distrato.

Essa separação é essencial.

Parceria é parceria. Aluguel é aluguel. Comissão é outra conversa.

Misturar tudo é a receita do caos com recibo.

Sinais de que seu salão está confundindo comissão e cota-parte

Veja alguns sinais de alerta:

  • o contrato fala em parceria, mas a equipe fala em comissão;
  • o profissional parceiro é chamado de funcionário;
  • o repasse não tem demonstrativo claro;
  • o salão trata todo dinheiro recebido como receita própria;
  • o percentual muda conforme conversa;
  • o contrato não define base de cálculo;
  • taxas de cartão não têm regra;
  • produtos e materiais não são considerados;
  • descontos são decididos sem critério;
  • aluguel de cadeira é tratado como parceria;
  • parceria é usada para encobrir relação de emprego;
  • o contador recebe informações confusas;
  • comprovantes ficam espalhados em WhatsApp e planilhas.

Se vários desses pontos aparecem, o problema não é só terminologia.

É estrutura.

Checklist para revisar comissão vs cota-parte no salão

Use este checklist para avaliar sua operação.

Pergunta Sim/Não
O contrato usa a lógica de cota-parte?
A cota-parte está definida por escrito?
A base de cálculo está clara?
As taxas de cartão têm tratamento definido?
Descontos e promoções têm regra?
Produtos e materiais estão previstos?
O repasse tem periodicidade definida?
O profissional recebe demonstrativo?
A parte do profissional é separada da receita do salão?
O salão evita chamar parceiro de funcionário?
A prática real combina com o contrato?
Aluguel de espaço é tratado separadamente?
Os comprovantes de repasse são guardados?
Existe histórico de contratos e alterações?
O contador recebe dados organizados?

Se a maioria das respostas for “não”, o salão precisa revisar a operação antes que a operação revise o salão. E ela costuma revisar cobrando juros.

Como corrigir a operação se o salão já usa “comissão”?

O primeiro passo é não entrar em pânico.

Usar a palavra comissão no dia a dia pode acontecer. O problema é manter toda a operação estruturada de forma errada.

Para corrigir, revise por etapas:

1. Revise os contratos

Veja se os contratos falam corretamente em parceria, cota-parte, responsabilidades, repasses, recebimentos, produtos, encerramento e evidências.

Se houver dúvida jurídica, procure apoio profissional.

2. Ajuste a linguagem interna

Passe a usar termos mais coerentes com o modelo:

  • profissional parceiro;
  • cota-parte;
  • repasse;
  • contrato de parceria;
  • salão-parceiro;
  • histórico de vínculo.

A linguagem ajuda a educar a operação.

3. Organize a base de cálculo

Defina se a cota-parte incide sobre valor bruto, líquido, com ou sem taxas, com ou sem descontos, conforme contrato e orientação adequada.

4. Padronize repasses

Crie periodicidade, demonstrativo, comprovante e histórico.

Repasse sem padrão é convite para conflito.

5. Separe modelos diferentes

Profissional parceiro, CLT e aluguel de espaço devem ser tratados separadamente.

A Kontaê ajuda nessa separação com operação Salão Parceiro, operação CLT e operação de aluguel de espaços dentro do mesmo estabelecimento.

6. Centralize evidências

Guarde contrato, repasse, comprovantes, histórico e decisões importantes.

Se não está registrado, vai depender de memória. E memória em discussão financeira é um software cheio de bug.

Perguntas frequentes sobre comissão vs cota-parte salão

Qual a diferença entre comissão e cota-parte?

Comissão costuma ser uma remuneração variável associada a venda, produção ou atendimento. Cota-parte, no salão parceiro, é a divisão dos valores entre salão-parceiro e profissional-parceiro conforme contrato de parceria.

No salão parceiro é melhor falar comissão ou cota-parte?

No salão parceiro, o termo mais adequado é cota-parte, porque representa a lógica de divisão dos valores da parceria entre salão e profissional.

Chamar cota-parte de comissão dá problema?

A palavra isolada não define a relação, mas pode contribuir para confusão jurídica, financeira e operacional. O problema aumenta quando a prática também parece relação de emprego ou quando os repasses não são organizados como parceria.

O que é repasse salão parceiro?

Repasse é o pagamento da cota-parte devida ao profissional parceiro, conforme a regra definida no contrato e os atendimentos realizados.

Todo valor recebido pelo salão é receita do salão?

Não. No modelo de salão parceiro, parte do valor recebido pode pertencer ao profissional parceiro. Por isso, é essencial separar receita bruta, cota-parte do salão e cota-parte do profissional.

A cota-parte precisa estar no contrato?

Sim. A cota-parte precisa estar definida no contrato de parceria, com regras claras sobre percentual, base de cálculo, repasses e responsabilidades.

Taxa de cartão entra antes ou depois da cota-parte?

Depende da regra definida no contrato e da orientação aplicável à operação. O importante é que isso esteja claro antes do repasse, e não decidido caso a caso.

Profissional parceiro pode ser MEI?

Sim, muitos profissionais parceiros atuam como MEI. O profissional deve manter sua organização fiscal, pagar DAS, controlar receitas e acompanhar o limite anual.

Aluguel de cadeira é cota-parte?

Não necessariamente. Aluguel de cadeira, maca, sala ou cabine pode ter lógica própria, com valor fixo ou percentual, contrato de aluguel, itens inclusos e custos extras. Não deve ser confundido automaticamente com parceria.

A Kontaê ajuda a controlar cota-parte e repasse?

Sim. A Kontaê ajuda com contrato salão-profissional parceiro, gestão de cota-parte, controle de repasses, centralização de recebimentos, agenda, cadastro de serviços, evidências operacionais e histórico de vínculos.

Conclusão

Comissão e cota-parte não são a mesma coisa.

No salão parceiro, essa diferença importa porque afeta contrato, financeiro, repasse, linguagem, evidências e risco jurídico.

Chamar tudo de comissão pode parecer inofensivo, mas reforça uma visão errada da operação: como se o salão fosse dono de todo o valor recebido e apenas pagasse uma remuneração ao profissional.

A lógica correta do salão parceiro é outra. Existe divisão de valores por cota-parte, conforme contrato, com responsabilidades e registros próprios.

A Kontaê ajuda o salão a organizar essa operação com contrato, cota-parte, controle de repasses, centralização de recebimentos, agenda, serviços, financeiro, evidências e histórico.

No fim, usar o termo certo não é preciosismo.

É o primeiro passo para operar do jeito certo.

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